quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Impactos da BR242/MT sobre a fauna no Município de Nova Ubiratã – MT.


Impactos da BR242/MT sobre a fauna no Município de Nova Ubiratã – MT.
Objetivo: Identificar os impactos que a construção da rodovia provoca sobre os animais que habitam o município de Ubiratã BR-242/MT - Trecho Entr. BR-158/MT (Querência) – Entr. BR-163/MT (Sorriso).



Segundo o  Biólogo Supervisor Ambiental da BR-242/MT  Adoricio Ferreira dos Santos / Mahmud Hamed os animais que vivem na região e que são facilmente vistos ao longo  da rodovia BR-242/ MT são Caititu (Pecari tacaju), Lobo- Guará (Chrysocyon brachyurus), Ema (Rhea americana), Anta (Tapirus terrestres), Coruja Buraqueira (Speotyto cunicularia), Capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), o Pato do Mato (Cairina moschata), Paca (CanIculus paca), Tatu Peba (Euphractus sexcinctus), Águia Cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus), Cachorro do Mato (Cerdocyon thous), Perdiz (Rhynchotus rufescens), Cachorro Vinagre (Speothos venaticus ) , Cobra cipó (Chironius laurenti ), Cascavel (Crotalus durissus collilineatus ), etc como pode ser visto na figura 1, 2 e 3 de monitoramento do Programa de Proteção à Fauna elaborada pelo Biólogo responsável Adoricio Ferreira dos Santos.
 
Figura 1: Registro de fauna visualizada (atropelada, transitando e vestígios) do  monitoramento do Programa de Proteção à Fauna elaborada pelo Biólogo responsável Adoricio Ferreira dos Santos.



Figura 2: Registro de fauna visualizada (atropelada, transitando e vestígios) do  monitoramento do Programa de Proteção à Fauna elaborada pelo Biólogo responsável Adoricio Ferreira dos Santos.




Figura 3: Registro de fauna visualizada (atropelada, transitando e vestígios) do  monitoramento do Programa de Proteção à Fauna elaborada pelo Biólogo responsável Adoricio Ferreira dos Santos.
Dentre os animais que vivem onde corta a rodovia os que mais transitaram  de fevereiro a agosto de 2014 foi o cachorro do mato, o Tatu Peba, a Anta, a Ema, o Jacú, a Coruja Buraqueira, Urubu Comum, o Urubu Cabeça Vermelha, o Caititu entre outros. Sendo que o Cachorro do Mato foi que apresentou maior incidência de atropelamento, foram encontrados 11 animais mortos ao longo da rodovia, o segundo animal mais atropelado  foi o Tatu Peba (7animais), Anta (5 animais), Ema e Coruja Buraqueira (4 animais), Caititu e Cascavél (3 animais). Já os animais que foram vistos transitando na região foi o Urubu Cabeça Vermelha ( 5 animais), Jacú (4 animais),  Anta, Urubu Comum, Tiziu ( 3 animais), entre outros (figura 1, 2 e 3).
 Dentre os animais que foram descritos acima e foram vistos transitando ou encontrados mortos, foram selecionados alguns destes, os quais foram apresentados algumas características em especifico, como: Família, hábitos alimentares, reprodução, entre outras especificidades.
Anta
Nome popular: Anta
Nome cientifico: Tapirus Terrestris
Família: Tapiridae
Hábitos alimentares: Folhas e gemas de várias árvores e arbustos, assim como de frutas variadas, ervas e raízes.
Reprodução: um filhote, com gestação de aproximadamente 13 meses

Figura 4: Mãe e filho atravessando a BR 242/MT. Fonte: Adorício Ferreira.

Figura 5: Anta atropelada na BR 242/MT no mês de Fevereiro de 2014. Fonte: Adorício Ferreira.
Características: A anta-brasileira encontra-se como “vulnerável” na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e “criticamente ameaçada” em alguns estados brasileiros, como Paraná e Minas Gerais. O tipo de ameaça que sofre é a destruição de seu hábitat, a caça, o fato das populações estarem isoladas e em declínio. Entretanto, no Brasil a lista oficial do IBAMA não inclui a anta entre os animais ameaçados em extinção (IN 03/2003 MMA).
Apesar de não ser considerado animal ameaçado de extinção pelo IBAMA, a anta, como muitos outros animais, perde áreas de habitat com a devastação de florestas e matas. A caça para alimentação e esporte, que ocorre em algumas regiões, também a ameaça.
Sua carne é saborosa, e a pele muito apreciada.
Mede 1,10 m de altura e 2,20 (a fêmea) ou 2 m (o macho) de comprimento. Pode atingir até 300 kg.
Ocorrência: AmazôniaCerradoMata Atlântica e Pantanal.
Figura 6: Anta atropelada na BR 242/ MT no mês de Fevereiro de 2014.  Fonte: Adorício Ferreira.
Ema
Nome popular: Ema
Nome cientifico:  Rhea americana
Família: Rheidae
Hábitos alimentares: Esta espécie é onívora, ou seja, come de tudo: sementes, folhas, frutos, insetos, roedores, moluscos terrestres e outros pequenos animais. Além disso, a Ema come muitas pedrinhas, que servem para facilitar a trituração dos alimentos.
 Reprodução: O acasalamento começa em outubro, e o macho reúne um harém de 5 ou 6 fêmeas, escolhe um território e faz o ninho.
Na época de reprodução, os machos fazem a dança do acasalamento para algumas fêmeas. Essa “dança” consiste em saltos, abrir asas, sacudir pescoços e alguns ronco.
O acasalamento começa em outubro, e o macho reúne um harém de 5 ou 6 fêmeas, escolhe um território e faz o ninho. Cada fêmea é capaz de pôr de 10 até 30 ovos. Ela põe os ovos fora do ninho e o macho se encarrega de arrumá-los para a choca, rolando-os para dentro do ninho. A incubação começa 5 a 8 dias após as fêmeas terem iniciado a postura. 
Quando o ninho está cheio, o macho afasta as fêmeas e se responsabiliza por chocá-los, e  as fêmeas retardatárias têm de botar os ovos apenas do lado do ninho.
Os ovos são brancos e pesam em torno de 600 gramas. Eles eclodem  em 38 a 42 dias e todos no mesmo dia. Os que não eclodem são colocados para fora do ninho ou são deixados para trás, servindo de alimento para predadores (lagartos, lobo-guará, felinos e gaviões) ou sendo adotados por outro grupo de emas.  Assim que os filhotes nascem, o ovo libera um cheiro forte que atrai insetos que servirão como o primeiro alimento das pequenas emas. 


Características: é uma ave que vive em regiões de campos abertos e Cerrado. No Brasil ocorre nos Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Estando quase extinta no Rio Grande do Sul. É a maior ave das Américas.  Um macho adulto pode atingir 1,70 m de comprimento e pesar até 36 kg.
Pode ser considerada a velocista dos cerrado. Não sendo adaptada para vôos, suas asas atrofiadas servem apenas para manter o equilíbrio e mudar de direção durante a corrida que   pode chegar a 60km/h.
Assim, em terra, a ema é o pássaro mais veloz das Américas. O macho distingue-se por ter a base do pescoço, parte do peito e parte anterior do dorso negros. Difere do avestruz por não apresentarem cauda e pigóstilo. Também não possuem glândula uropigiana (dilatação triangular de onde saem as penas da cauda das aves).
Ao contrário das demais aves, há separação das fezes e da urina na cloaca; os machos adultos possuem um grande pênis.
 Muitas vezes caem em disputas corporais pela fêmea escolhida.
Tem pernas longas e fortes, possuindo três dedos em cada pé cujas unhas são usadas como arma, o avestruz tem dois dedos.
Vivem em grupos grandes de em média 30 membros. Bebem pouca água. 
Figura 7: Ema atropelada as margens da rodovia BR 242 em julho de 2014. Fonte: Adorício Ferreira.

Figura 8: Ema atropelada na rodovia BR 242 e jogada no meio da lavoura em agosto de 2014. Fonte: Adorício Ferreira.

Figura 9: Ovo de Ema. Fonte: Adoríco Ferreira.


Figura 10: Bando de Ema próximo a BR242/MT. Fonte: Adoricio Ferreira.
Lobo - Guará
Nome popular:  Lobo- Guará
Nome cientifico:  Chrysocyon brachyurus
Família: Canídeo
Alimentação: Os lobos guarás selvagens são onívoros e se alimentam de uma grande variedade de itens, sendo que mudanças sazonais na disponibilidade de alimento resulta em mudanças dos componentes da Dieta do animal.
Entre alimentos vivos incluem pequenos mamíferos (Como, por exemplo, roedores e tatus), gastrópodes, répteis e ovos de aves.
Em relação a sua dieta vegetariana, seu principal alimento é o Solanum lycocarpum, comumente chamado de lobeira ou fruta do lobo. Essa fruta, não estacional, é um componente importante na dieta do lobo guará por todo o ano. A lobeira parece um tomate grande de cor amarelada quando maduro e, de acordo com Matera (1968), desempenha um papel importante no tratamento do verme gigante do rim- Dioctofimose (Dioctophyma renale), um parasita comum em lobos guarás
Características:  é o maior canídeo sul-americano e se distribui pelo Cerrado e pradarias da região central do continente. Sua população está ameaçada pela redução e fragmentação de seu habitat devido à expansão agropecuária e urbana.
Ao contrário de outros lobos, que vivem em grupos cooperativos, os lobos-guarás são animais solitários, formando casais na época da reprodução.
Suas características físicas é dito que não há dimorfismo sexual em aparência e nem em tamanho; A pelagem é de um vermelho ferrugem no corpo; o focinho e a extremidade das pernas são de tom marrom escuro ou preto e existe ainda uma mancha de pêlos marrons escuros ou negros atrás da nuca e parte dos ombros do animal sendo que esses pêlos são maiores do que os do resto do corpo e em certos momentos, como encontros agonísticos por exemplo, podem se eriçar dando um aspecto de “crina” ao lobo guará; A garganta, dentro das orelhas e a ponta da cauda são brancas.

Os lobos guarás vivem em pares familiares que ocupam, em média, uma área de cerca de 30 km².
Esses animais costumam ser noturnos ou crepusculares em relação a suas atividades. Geralmente um casal, monogâmico por toda a vida, divide a mesma área, mas raramente são vistos juntos exceto durante a estação de reprodução. Os territórios são marcados por locais específicos de defecação e demarcações que representam barreiras físicas, como rios e em alguns casos estradas. Essas marcações por defecação geralmente são feitas em superfícies elevadas, como morros.
O lobo-guará não ataca seres humanos. De temperamento tímido e arredio, apenas rosna quando acuado e ameaça avançar para proteger seus filhotes. Acredita-se que o lobo guará se utiliza de latidos tanto para localização dentro do território quanto para promover o espaçamento dos indivíduos pela fuga. Segundo os biólogos, o lobo guará em seu estado selvagem seja monoestro (um único período de ovulação por ciclo) com presença de estro (fase de ovulação propriamente dita) por aproximadamente 5 dias. A gestação de uma fêmea varia entre 63 e 70 dias e ao dar a luz geralmente nascem de 2 a 5 filhotes, sendo que a maioria das crias nascem durante estações de secas.
. As fêmeas escondem o alimento na sua toca antes de dar a luz. Essas tocas são geralmente pontos estratégicos pertencentes a própria topografia da região aonde o animal vive, como por exemplo pontos baixos de capinzais ou morro que tenha passado por algum processo de erosão, já que não existe provas de que um lobo guará seria capaz de escavar sua própria toca.
Figura 11: Lobo – Guará próximo a BR 242/MT. Fonte: Adorício Ferreira.
Figura 12: Lobo – Guará atropelado as margens da BR 242/ MT. Fonte: Adorício Ferreira.
Coruja Buraqueira
Nome popular: Coruja Buraqueira
Nome Científico: Athene cunicularia 
Família: Strigidae
Ocorrência: Vivem nos Campos e Cerrados de todo o Brasil. 
Alimentação: Elas têm um papel muito importante para o equilíbrio natural, se alimentando de roedores, baratas, escorpiões, aranhas, pequenas cobras. Alimentam-se também de pequenos pássaros e filhotes de ninhos próximos. A maioria de sua caça é crepuscular, insetos na luz do dia e mamíferos pequenos na noite, caça a vôo, e ás vezes perseguem sua presa a pé. Mas caçará durante todo um período de 24 horas. À noite, a atividade é maior, pois é o período em elas fazem a maioria das caçadas. Executam cantos noturnos característicos das corujas, chamados de acasalamento, diferentes dos silvos diurnos de alerta.
A coruja como a grande maioria dos animais possui território de caça. São "equipadas" com adaptações especiais que as tornam predadoras eficientes, sendo uma delas o voo. Sempre muito silenciosa e sorrateira, isso devido às penas especiais de sua asa, muito macias e em grande quantidade, conseguem cortar o ar e planar por muito tempo sendo muito discretas e imperceptíveis às suas presas. A observação das presas se dá no alto de árvores ou em mourões de cercas nos pastos e até durante o vôo silencioso, quando fazem uma varredura na área de caça. Quando um alvo é avistado a coruja voa silenciosamente até ele, mantendo sua cabeça em linha reta ao alvo, quando então a joga para trás e empurra suas garras para frente a fim de prender seguramente sua presa. A força do impacto é violenta e certeira não dando chances à presa. Posteriormente a vítima é morta pela pressão do bico, num processo de abatimento de presas no solo.

Reprodução:  O período reprodutivo da coruja-buraqueira começa nos meses de março e abril, os ninhos são feitos no solo, aproveitando antigas tocas de tatus ou simplesmente promovem a abertura de novos ninhos, num trabalho revezado entre o casal.

Características:
A coruja-buraqueira possui este nome pois vive em buracos cavados no solo. Embora seja capaz de cavar sua própria cova, vivem nos buracos abandonados de tatus, cachorro de pradaria e tocas de outros animais. De porte pequeno, a Coruja-buraqueira possui uma cabeça redonda, tem sobrancelhas brancas, olhos amarelos, e pernas longas. Ao contrário a maioria das corujas o macho é ligeiramente maior que a fêmea e as fêmeas são normalmente mais escuras que os machos. É uma ave tímida, por isso, vive em lugares sossegados. Durante o dia ela cochila em seu ninho ou toma sol nos galhos de árvores.Tem vôo suave e silencioso.
Com olhos grandes e amarelos, a coruja-buraqueira tem a visão 100 vezes mais aguçada que a do homem e seus olhos estão dispostos frontalmente, como os do ser humano. Quando necessita olhar algum objeto ao seu redor gira o pescoço em um ângulo de até 270 graus, e 180 graus de cima para baixo aumentando assim o seu campo visual. Essa disposição frontal, proporciona à coruja uma visão binocular (enxerga um objeto com ambos os olhos e ao mesmo tempo), isso significa que a coruja pode ver objetos em três dimensões, ou seja, altura, largura e profundidade. Além de sua privilegiada visão, a coruja-buraqueira é dona de uma audição potentíssima, conseguindo localizar e abater sua presa com apenas este sentido.
A coruja é uma ave de rapina, portanto mata para se alimentar. A tradução da palavra rapina é "roubo", o que caracteriza o fato de tais aves retirarem a vida de suas presas.
Figura 13:Coruja buraqueira atropelada na rodovia BR 242/MT. Fonte Adorício Ferreira.

Figura 14: Coruja buraqueira atropelada na rodovia BR 242/MT. Fonte Adorício Ferreira.

Figura 15: Casal de coruja buraqueira vista em área próximo a rodovia BR 242/ MT. Fonte: Adorício Ferreira.

Caititu
Nome Popular: Caititu, , taititu, cateto, tateto, pecari, patira e porco-do-mato
Nome científico: Pecari tajacu
Caracteristicas:
O caititu é um mamífero, ele possui uma glândula odorífera na região dorsal; uma cauda vestigial de 15 a 55 mm; o osso da perna fundido ao do pé, que resulta em três dígitos na pata posterior; o fígado reduzido pela ausência de vesícula biliar e um estômago compartimentalizado, que permite aos caititus se alimentarem de alimentos fibrosos, sobras de legumes, frutos e pequenos vertebrados.
Os caititus são animais de menor porte. Um adulto mede de 75 a 100 cm de comprimento e aproximadamente 45 cm de altura. Seu peso varia de 14 a 30 kg. A pelagem é longa e áspera, geralmente de tonalidade preto acinzentada, com uma faixa de pelos brancos ao redor do pescoço que dá o aspecto de um colar. Na região dorsal possuem uma crina de pelos mais longos e escuros, que eriçam em situações de estresse ou quando demonstram comportamentos de ameaça. Diferentemente dos porcos verdadeiros, seus caninos são relativamente pequenos e com o crescimento reto e para baixo. Machos e fêmeas são muito semelhantes em tamanho e cor, mas os jovens tem uma pelugem marrom amarelada, com uma listra preta nas costas.
No Brasil, o Pecari tajacu está amplamente distribuído e resistente a alterações causadas pelo homem e pode ser encontrado nas áreas com cobertura vegetal em todos os biomas. Esses animais habitam uma grande variedade de ambientes, desde regiões de florestas tropicais úmidas a regiões semiáridas, conseguindo sobreviver mesmo em áreas devastadas. Esta capacidade de sobrevivência da espécie em diferentes condições se faz graças a adaptações fisiológicas e comportamentais, como por exemplo, a aceitação de uma longa lista de itens alimentares como frutas, folhas, raízes, cactáceos e tubérculos.
Em condições naturais, os hábitos alimentares dos caititus são determinados de acordo com a disponibilidade de alimento. Nas florestas tropicais, por exemplo, sua alimentação principal são frutos, folhas, raízes e tubérculos, mas podem, eventualmente, consumir larvas, insetos, anfíbios, répteis, entre outros, como fonte de proteína.
Os bandos de caititus são grupos sociais coesos e estáveis de 5 a 25 membros, indivíduos de diferentes faixas etárias, com um ou mais machos e várias fêmeas. Se comportam assim como uma estratégia para defesa conjunta contra os predadores, já que são presas de grandes carnívoros como os jaguares e coiotes na América do Norte e de onças-pintadas, pardas e, ocasionalmente, de jacarés no Brasil.
A glândula de cheiro é um mecanismo utilizado em contextos sociais e não-sociais: a substância oleaginosa de forte odor produzida, quando esfregada em árvores e outros objetos servem para marcar o território. Socialmente, através dos comportamentos de "esfregamento", recíproco e não-recíproco, fazem uma marcação importante para a coesão do bando, pois através delas se identificam e reconhecem: caititus têm pouca orientação visual, mas um olfato bastante desenvolvido.
Não há uma época específica para a reprodução, o acasalamento pode ocorrer em qualquer momento do ano. A gestação dura em torno de 144 a 148 dias, nascendo geralmente dois filhotes, que apresentam pelos mais avermelhados que são trocados no terceiro mês de vida e uma faixa marrom dorsal. As grávidas se removem do grupo para evitar que os recém-nascidos sejam comidos por outros membros do grupo, só retornando um dia após o parto. O desmame ocorre em 2 a 3 meses. Os machos atingem a maturidade sexual aos 11 meses e as fêmeas, entre 8 a 14 meses. A espécie pode viver até 24 anos. tem uma vida útil de até 24 anos.
Figura 16: Caititu encontrado morto na rodovia BR 242/MT. Fonte Adorício Ferreira.


Figura 17Caititu transitando numa área de lavoura próximo a rodovia. Fonte Adorício Ferreira.
Figura 18: Bando de Caititu transitando numa área de lavoura próximo a rodovia. Fonte Adorício Ferreira.

Referências Bibliográficas:
Site: http://www.caliandradocerrado.com.br/2010/11.  Acesso 30 de agosto de 2014.


Colaboradores: Cladinéia Pesamosca, Adoricio Ferreira dos Santos, Angela Spak, Alex Sandro, Andressa, Claúdia, Daniella e Lidiane e Jaqueline.