Impactos da BR242/MT sobre a fauna no Município de Nova
Ubiratã – MT.
Objetivo: Identificar os impactos que a construção da
rodovia provoca sobre os animais que habitam o município de Ubiratã BR-242/MT - Trecho Entr. BR-158/MT (Querência) – Entr. BR-163/MT
(Sorriso).
Segundo
o Biólogo Supervisor Ambiental da BR-242/MT Adoricio Ferreira dos Santos / Mahmud Hamed os animais que vivem na
região e que são facilmente vistos ao longo
da rodovia BR-242/ MT são Caititu (Pecari tacaju), Lobo- Guará (Chrysocyon brachyurus),
Ema (Rhea americana), Anta (Tapirus terrestres), Coruja
Buraqueira (Speotyto cunicularia), Capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), o Pato do Mato (Cairina moschata),
Paca (CanIculus paca), Tatu Peba (Euphractus sexcinctus), Águia
Cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus), Cachorro do Mato (Cerdocyon thous), Perdiz (Rhynchotus rufescens), Cachorro
Vinagre (Speothos venaticus ) , Cobra cipó (Chironius laurenti ), Cascavel (Crotalus durissus
collilineatus ), etc como pode ser visto na figura 1, 2 e 3 de monitoramento do Programa de Proteção à Fauna elaborada pelo Biólogo responsável Adoricio Ferreira dos Santos.
Dentre os animais que
vivem onde corta a rodovia os que mais transitaram de fevereiro a agosto
de 2014 foi o cachorro do mato, o Tatu Peba, a Anta, a Ema, o Jacú, a Coruja
Buraqueira, Urubu Comum, o Urubu Cabeça Vermelha, o Caititu entre outros. Sendo
que o Cachorro do Mato foi que apresentou maior incidência de atropelamento,
foram encontrados 11 animais mortos ao longo da rodovia, o segundo animal mais atropelado foi o Tatu
Peba (7animais), Anta (5 animais), Ema e Coruja Buraqueira (4 animais), Caititu
e Cascavél (3 animais). Já os animais que foram vistos transitando na região foi
o Urubu Cabeça Vermelha ( 5 animais), Jacú (4 animais), Anta, Urubu Comum, Tiziu ( 3 animais), entre outros
(figura 1, 2 e 3).
Dentre os animais que foram descritos acima e foram vistos transitando ou encontrados mortos, foram selecionados alguns destes, os quais foram apresentados algumas características em especifico, como: Família, hábitos alimentares, reprodução, entre outras especificidades.
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| Figura 1: Registro de fauna visualizada (atropelada, transitando e vestígios) do monitoramento do Programa de Proteção à Fauna elaborada pelo Biólogo responsável Adoricio Ferreira dos Santos. |
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| Figura 2: Registro de fauna visualizada (atropelada, transitando e vestígios) do monitoramento do Programa de Proteção à Fauna elaborada pelo Biólogo responsável Adoricio Ferreira dos Santos. |
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| Figura 3: Registro de fauna visualizada (atropelada, transitando e vestígios) do monitoramento do Programa de Proteção à Fauna elaborada pelo Biólogo responsável Adoricio Ferreira dos Santos. |
Dentre os animais que foram descritos acima e foram vistos transitando ou encontrados mortos, foram selecionados alguns destes, os quais foram apresentados algumas características em especifico, como: Família, hábitos alimentares, reprodução, entre outras especificidades.
Anta
Nome popular: Anta
Nome cientifico: Tapirus Terrestris
Família: Tapiridae
Hábitos alimentares: Folhas e gemas de
várias árvores e arbustos, assim como de frutas variadas, ervas e raízes.
Reprodução: um filhote, com
gestação de aproximadamente 13 meses
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| Figura 4: Mãe e filho atravessando a BR 242/MT. Fonte: Adorício Ferreira. |
| Figura 5: Anta atropelada na BR 242/MT no mês de Fevereiro de 2014. Fonte: Adorício Ferreira. |
Características: A anta-brasileira
encontra-se como “vulnerável” na lista da União Internacional para a
Conservação da Natureza (IUCN) e “criticamente ameaçada” em alguns estados
brasileiros, como Paraná e Minas Gerais. O tipo de ameaça
que sofre é a destruição de seu hábitat, a caça, o fato das populações estarem
isoladas e em declínio. Entretanto, no Brasil a lista oficial do IBAMA não inclui a anta entre os animais ameaçados
em extinção (IN 03/2003 MMA).
Apesar de não ser
considerado animal ameaçado de extinção pelo IBAMA, a anta, como muitos outros
animais, perde áreas de habitat com a devastação de florestas e matas. A caça
para alimentação e esporte, que ocorre em algumas regiões, também a ameaça.
Sua carne é
saborosa, e a pele muito apreciada.
Mede 1,10 m de altura e 2,20 (a
fêmea) ou 2 m (o macho) de comprimento.
Pode atingir até 300 kg.
Ocorrência: Amazônia, Cerrado, Mata
Atlântica e Pantanal.
| Figura 6: Anta atropelada na BR 242/ MT no mês de Fevereiro de 2014. Fonte: Adorício Ferreira. |
Ema
Nome
popular: Ema
Nome
cientifico: Rhea americana
Família: Rheidae
Hábitos alimentares: Esta espécie é onívora, ou seja, come de tudo: sementes,
folhas, frutos, insetos, roedores, moluscos terrestres e outros pequenos
animais. Além disso, a Ema come muitas pedrinhas, que servem para facilitar a
trituração dos alimentos.
Reprodução: O acasalamento começa em outubro, e o macho reúne um harém de
5 ou 6 fêmeas, escolhe um território e faz o ninho.
Na época de
reprodução, os machos fazem a dança do acasalamento para algumas fêmeas. Essa “dança”
consiste em saltos, abrir asas, sacudir pescoços e alguns ronco.
O acasalamento
começa em outubro, e o macho reúne um harém de 5 ou 6 fêmeas, escolhe um
território e faz o ninho. Cada fêmea é capaz de pôr de 10 até 30 ovos. Ela põe
os ovos fora do ninho e o macho se encarrega de arrumá-los para a choca,
rolando-os para dentro do ninho. A incubação começa 5 a 8 dias após as fêmeas
terem iniciado a postura.
Quando o ninho está cheio, o macho afasta as fêmeas
e se responsabiliza por chocá-los, e as fêmeas retardatárias têm de botar
os ovos apenas do lado do ninho.
Os ovos são brancos e pesam em torno
de 600 gramas. Eles eclodem em
38 a 42 dias e todos no mesmo dia. Os que não eclodem são colocados
para fora do ninho ou são deixados para trás, servindo de alimento para
predadores (lagartos, lobo-guará,
felinos e gaviões) ou sendo adotados por outro grupo de emas.
Assim que os filhotes nascem, o ovo libera um cheiro forte que atrai insetos
que servirão como o primeiro alimento das pequenas emas.
Características: é uma ave que vive em
regiões de campos abertos e Cerrado.
No Brasil ocorre nos Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Estando quase extinta
no Rio Grande do Sul.
É a maior ave das Américas. Um macho adulto pode atingir 1,70 m de
comprimento e pesar até 36 kg.
Pode ser
considerada a velocista dos cerrado. Não sendo adaptada para vôos, suas asas
atrofiadas servem apenas para manter o equilíbrio e mudar de direção durante a
corrida que pode chegar a 60km/h.
Assim, em terra, a ema é
o pássaro mais veloz das Américas. O macho distingue-se por ter a base do
pescoço, parte do peito e parte anterior do dorso negros. Difere do avestruz
por não apresentarem cauda e pigóstilo. Também não possuem glândula uropigiana
(dilatação triangular de onde saem as penas da cauda das aves).
Ao contrário das demais aves, há
separação das fezes e da urina na cloaca; os machos adultos possuem um grande
pênis.
Muitas vezes caem em disputas
corporais pela fêmea escolhida.
Tem pernas
longas e fortes, possuindo três dedos em cada pé cujas unhas são usadas como
arma, o avestruz tem dois dedos.
Vivem em
grupos grandes de em média 30 membros. Bebem pouca água.
| Figura 7: Ema atropelada as margens da rodovia BR 242 em julho de 2014. Fonte: Adorício Ferreira. |
| Figura 8: Ema atropelada na rodovia BR 242 e
jogada no meio da lavoura em agosto de 2014. Fonte: Adorício Ferreira. |
| Figura 9: Ovo de Ema. Fonte: Adoríco Ferreira. |
| Figura 10: Bando de Ema próximo a BR242/MT. Fonte: Adoricio Ferreira. |
Lobo
- Guará
Nome
popular: Lobo- Guará
Nome
cientifico: Chrysocyon brachyurus
Família:
Canídeo
Alimentação: Os lobos guarás
selvagens são onívoros e se alimentam de uma grande variedade de itens, sendo
que mudanças sazonais na disponibilidade de alimento resulta em mudanças dos
componentes da Dieta do animal.
Entre alimentos vivos incluem
pequenos mamíferos (Como, por exemplo, roedores e tatus), gastrópodes, répteis
e ovos de aves.
Em relação a sua dieta vegetariana, seu principal alimento é o Solanum lycocarpum,
comumente chamado de lobeira ou fruta do lobo. Essa fruta,
não estacional, é um componente importante na dieta do lobo guará por todo o
ano. A lobeira parece um tomate grande de cor amarelada quando maduro e, de
acordo com Matera (1968), desempenha um papel importante no tratamento do verme gigante do rim- Dioctofimose
(Dioctophyma renale),
um parasita comum em lobos guarás
Características: é o maior canídeo sul-americano e se
distribui pelo Cerrado e pradarias da região central do continente. Sua
população está ameaçada pela redução e fragmentação de seu habitat devido à
expansão agropecuária e urbana.
Ao contrário de outros lobos, que vivem em grupos cooperativos, os
lobos-guarás são animais solitários, formando casais na época da reprodução.
Suas características físicas é dito
que não há dimorfismo sexual em aparência e nem em tamanho; A pelagem é de um
vermelho ferrugem no corpo; o focinho e a extremidade das pernas são de tom
marrom escuro ou preto e existe ainda uma mancha de pêlos marrons escuros ou
negros atrás da nuca e parte dos ombros do animal sendo que esses pêlos são
maiores do que os do resto do corpo e em certos momentos, como encontros
agonísticos por exemplo, podem se eriçar dando um aspecto de “crina” ao lobo guará; A garganta,
dentro das orelhas e a ponta da cauda são brancas.
Os lobos guarás vivem em pares familiares que ocupam, em média, uma área de cerca de 30 km².
Esses animais costumam ser noturnos ou crepusculares em relação a suas
atividades. Geralmente um casal, monogâmico por toda a vida, divide a mesma
área, mas raramente são vistos juntos exceto durante a estação de reprodução.
Os territórios são marcados por locais específicos de defecação e demarcações
que representam barreiras físicas, como rios e em alguns casos estradas. Essas
marcações por defecação geralmente são feitas em superfícies elevadas, como
morros.
O lobo-guará não ataca seres humanos. De temperamento tímido e arredio,
apenas rosna quando acuado e ameaça avançar para proteger seus filhotes.
Acredita-se que o lobo guará se utiliza de latidos tanto para localização
dentro do território quanto para promover o espaçamento dos indivíduos pela
fuga. Segundo os biólogos, o lobo guará em seu estado selvagem seja monoestro
(um único período de ovulação por ciclo) com presença de estro (fase de
ovulação propriamente dita) por aproximadamente 5 dias. A gestação de uma fêmea
varia entre 63 e 70 dias e ao dar a luz geralmente nascem de 2 a 5 filhotes,
sendo que a maioria das crias nascem durante estações de secas.
. As fêmeas escondem o alimento na sua toca antes de dar a luz. Essas tocas são geralmente pontos estratégicos pertencentes a própria topografia da região aonde o animal vive, como por exemplo pontos baixos de capinzais ou morro que tenha passado por algum processo de erosão, já que não existe provas de que um lobo guará seria capaz de escavar sua própria toca.
. As fêmeas escondem o alimento na sua toca antes de dar a luz. Essas tocas são geralmente pontos estratégicos pertencentes a própria topografia da região aonde o animal vive, como por exemplo pontos baixos de capinzais ou morro que tenha passado por algum processo de erosão, já que não existe provas de que um lobo guará seria capaz de escavar sua própria toca.
| Figura 11: Lobo – Guará próximo a BR 242/MT. Fonte: Adorício Ferreira. |
| Figura 12: Lobo – Guará atropelado as margens da BR 242/ MT. Fonte: Adorício Ferreira. |
Coruja
Buraqueira
Nome
popular: Coruja Buraqueira
Nome
Científico: Athene cunicularia
Família:
Strigidae
Ocorrência: Vivem nos Campos e Cerrados de todo o Brasil.
Ocorrência: Vivem nos Campos e Cerrados de todo o Brasil.
Alimentação: Elas têm um papel
muito importante para o equilíbrio natural, se alimentando de roedores,
baratas, escorpiões, aranhas, pequenas cobras. Alimentam-se também de pequenos
pássaros e filhotes de ninhos próximos. A maioria de sua caça é crepuscular,
insetos na luz do dia e mamíferos pequenos na noite, caça a vôo, e ás vezes
perseguem sua presa a pé. Mas caçará durante todo um período de 24 horas. À
noite, a atividade é maior, pois é o período em elas fazem a maioria das
caçadas. Executam cantos noturnos característicos das corujas, chamados de
acasalamento, diferentes dos silvos diurnos de alerta.
A coruja como a grande maioria dos animais
possui território de caça. São "equipadas" com adaptações especiais
que as tornam predadoras eficientes, sendo uma delas o voo. Sempre muito
silenciosa e sorrateira, isso devido às penas especiais de sua asa, muito
macias e em grande quantidade, conseguem cortar o ar e planar por muito tempo
sendo muito discretas e imperceptíveis às suas presas. A observação das presas
se dá no alto de árvores ou em mourões de cercas nos pastos e até durante o vôo
silencioso, quando fazem uma varredura na área de caça. Quando um alvo é
avistado a coruja voa silenciosamente até ele, mantendo sua cabeça em linha
reta ao alvo, quando então a joga para trás e empurra suas garras para frente a
fim de prender seguramente sua presa. A força do impacto é violenta e certeira
não dando chances à presa. Posteriormente a vítima é morta pela pressão do
bico, num processo de abatimento de presas no solo.
Reprodução: O período
reprodutivo da coruja-buraqueira começa nos meses de março e abril, os ninhos
são feitos no solo, aproveitando antigas tocas de tatus ou simplesmente
promovem a abertura de novos ninhos, num trabalho revezado entre o casal.
Características:
A coruja-buraqueira possui este nome pois vive em buracos cavados no solo. Embora seja capaz de cavar sua própria cova, vivem nos buracos abandonados de tatus, cachorro de pradaria e tocas de outros animais. De porte pequeno, a Coruja-buraqueira possui uma cabeça redonda, tem sobrancelhas brancas, olhos amarelos, e pernas longas. Ao contrário a maioria das corujas o macho é ligeiramente maior que a fêmea e as fêmeas são normalmente mais escuras que os machos. É uma ave tímida, por isso, vive em lugares sossegados. Durante o dia ela cochila em seu ninho ou toma sol nos galhos de árvores.Tem vôo suave e silencioso.
A coruja-buraqueira possui este nome pois vive em buracos cavados no solo. Embora seja capaz de cavar sua própria cova, vivem nos buracos abandonados de tatus, cachorro de pradaria e tocas de outros animais. De porte pequeno, a Coruja-buraqueira possui uma cabeça redonda, tem sobrancelhas brancas, olhos amarelos, e pernas longas. Ao contrário a maioria das corujas o macho é ligeiramente maior que a fêmea e as fêmeas são normalmente mais escuras que os machos. É uma ave tímida, por isso, vive em lugares sossegados. Durante o dia ela cochila em seu ninho ou toma sol nos galhos de árvores.Tem vôo suave e silencioso.
Com olhos grandes e amarelos, a
coruja-buraqueira tem a visão 100
vezes mais aguçada que a do
homem e seus olhos estão dispostos frontalmente, como os do ser humano. Quando
necessita olhar algum objeto ao seu redor gira o pescoço em um ângulo de até
270 graus, e 180 graus de cima para baixo aumentando assim o seu campo visual.
Essa disposição frontal, proporciona à coruja uma visão binocular (enxerga um objeto com ambos os olhos
e ao mesmo tempo), isso significa que a coruja pode ver objetos em três
dimensões, ou seja, altura, largura e profundidade. Além de sua privilegiada
visão, a coruja-buraqueira é dona de uma audição potentíssima, conseguindo localizar
e abater sua presa com apenas este sentido.
A coruja é uma ave de rapina, portanto mata para se alimentar. A tradução da palavra rapina é "roubo", o que caracteriza o fato de tais aves retirarem a vida de suas presas.
A coruja é uma ave de rapina, portanto mata para se alimentar. A tradução da palavra rapina é "roubo", o que caracteriza o fato de tais aves retirarem a vida de suas presas.
Figura 13:Coruja buraqueira atropelada na
rodovia BR 242/MT. Fonte Adorício Ferreira.
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| Figura 14: Coruja buraqueira atropelada na rodovia BR 242/MT. Fonte Adorício Ferreira. |
| Figura 15: Casal de coruja buraqueira vista em área próximo a rodovia BR 242/ MT. Fonte: Adorício Ferreira. |
Caititu
Nome
Popular: Caititu, , taititu, cateto,
tateto, pecari, patira e porco-do-mato
Nome
científico: Pecari tajacu
Caracteristicas:
O caititu é um mamífero, ele
possui uma glândula odorífera na região dorsal; uma cauda vestigial de 15 a 55
mm; o osso da perna fundido ao do pé, que resulta em três dígitos na pata
posterior; o fígado reduzido pela ausência de vesícula biliar e um estômago
compartimentalizado, que permite aos caititus se alimentarem de alimentos
fibrosos, sobras de legumes, frutos e pequenos vertebrados.
Os caititus são animais de
menor porte. Um adulto mede de 75 a 100 cm de comprimento e aproximadamente 45
cm de altura. Seu peso varia de 14 a 30 kg. A pelagem é longa e áspera,
geralmente de tonalidade preto acinzentada, com uma faixa de pelos brancos ao
redor do pescoço que dá o aspecto de um colar. Na região dorsal possuem uma
crina de pelos mais longos e escuros, que eriçam em situações de estresse ou
quando demonstram comportamentos de ameaça. Diferentemente dos porcos
verdadeiros, seus caninos são relativamente pequenos e com o crescimento reto e
para baixo. Machos e fêmeas são muito semelhantes em tamanho e cor, mas os
jovens tem uma pelugem marrom amarelada, com uma listra preta nas costas.
No Brasil, o Pecari tajacu
está amplamente distribuído e resistente a alterações causadas pelo homem e
pode ser encontrado nas áreas com cobertura vegetal em todos os biomas. Esses animais habitam uma grande variedade de ambientes,
desde regiões de florestas tropicais úmidas a regiões semiáridas, conseguindo
sobreviver mesmo em áreas devastadas. Esta capacidade de sobrevivência da
espécie em diferentes condições se faz graças a adaptações fisiológicas e comportamentais,
como por exemplo, a aceitação de uma longa lista de itens alimentares como
frutas, folhas, raízes, cactáceos e tubérculos.
Em condições naturais, os
hábitos alimentares dos caititus são determinados de acordo com a
disponibilidade de alimento. Nas florestas tropicais, por exemplo, sua
alimentação principal são frutos, folhas, raízes e tubérculos, mas podem,
eventualmente, consumir larvas, insetos, anfíbios, répteis, entre outros, como
fonte de proteína.
Os bandos de caititus são
grupos sociais coesos e estáveis de 5 a 25 membros, indivíduos de diferentes
faixas etárias, com um ou mais machos e várias fêmeas. Se comportam assim como
uma estratégia para defesa conjunta contra os predadores, já que são presas de
grandes carnívoros como os jaguares e coiotes na América do Norte e de
onças-pintadas, pardas e, ocasionalmente, de jacarés no Brasil.
A glândula de cheiro é um
mecanismo utilizado em contextos sociais e não-sociais: a substância oleaginosa
de forte odor produzida, quando esfregada em árvores e outros objetos servem
para marcar o território. Socialmente, através dos comportamentos de
"esfregamento", recíproco e não-recíproco, fazem uma marcação
importante para a coesão do bando, pois através delas se identificam e reconhecem:
caititus têm pouca orientação visual, mas um olfato bastante desenvolvido.
Não há uma época específica
para a reprodução, o acasalamento pode ocorrer em qualquer momento do ano. A
gestação dura em torno de 144 a 148 dias, nascendo geralmente dois filhotes,
que apresentam pelos mais avermelhados que são trocados no terceiro mês de vida
e uma faixa marrom dorsal. As grávidas se removem do grupo para evitar que os
recém-nascidos sejam comidos por outros membros do grupo, só retornando um dia
após o parto. O desmame ocorre em 2 a 3 meses. Os machos atingem a maturidade
sexual aos 11 meses e as fêmeas, entre 8 a 14 meses. A espécie pode viver até
24 anos. tem uma vida útil de até 24 anos.
| Figura 16: Caititu encontrado morto na rodovia BR 242/MT. Fonte Adorício Ferreira. |
| Figura 17: Caititu transitando numa área de lavoura próximo a rodovia. Fonte Adorício Ferreira. |
| Figura 18: Bando de Caititu transitando
numa área de lavoura próximo a rodovia. Fonte Adorício Ferreira. |
Site: http://www.caliandradocerrado.com.br/2010/11. Acesso 30 de agosto de 2014.
Colaboradores: Cladinéia Pesamosca, Adoricio Ferreira dos Santos, Angela Spak, Alex Sandro, Andressa, Claúdia, Daniella e Lidiane e Jaqueline.
Colaboradores: Cladinéia Pesamosca, Adoricio Ferreira dos Santos, Angela Spak, Alex Sandro, Andressa, Claúdia, Daniella e Lidiane e Jaqueline.



